Sunday, December 25, 2005

minha veia cinematográfica está pulsando e pulsando e pulsando.
já a literária anda se picando e as consequências tem sido cada vez mais loucas.

[é por isso que esse blog é uma merda]

Wednesday, December 14, 2005

Noites brancas

Rocco e seus Irmãos

O Leopardo

Morte em Veneza

Violência e Paixão.

O Inocente

Overdose de Visconti.

Tuesday, December 13, 2005

fiúza morreu.

e como se fosse a coisa mais natural do mundo, aparece no jornal manchetes do tipo "Lula lembra da relação leal que teve com Fiúza" ou "José Dirceu lembra luta de Fiúza pela vida. Ex-ministro afirma ser grato ao deputado, com quem se reconciliou em Outubro". Além disso inclui um box com os maiores calhordas da política (de Sérgio Guerra a Eduardo Campos) dizendo o quão importante Fiúza foi para o Brasil. Parece piada né?

Por outro lado, o mesmo jornal traz, resumida e obviamente parcializada, a história política de Fiúza. Desde a época em que se candidatava pela ARENA na década de 70 apoiando o regime militar, das denúncias de corrupção em que esteve envolvido no começo da década de 90 até a fase que passou como ministro de Collor e fez parte do movimento anti-impeachment do ex-presidente. Isso tudo até 1992.

De lá para cá temos 13 anos. E Fiúza manteve a mesma linha filha-da-puta que o popularizou no meu inconsciente pois é dessa época que eu tenho lapsos de lembranças relacionados a ele. Definitivamente eu odeio essa cultura de amenizar as desventuras humanas quando se extingue a vida. Essa cultura que vem disfarçada de respeito, mas que se torna hipocrisia.

Só falta agora Bush morrer e colocarem uma declaração de Saddam Hussein "Ele foi um eterno lutador pelos direitos democráticos dos iraquianos e de toda humanidade. E.. ahhh... eu também." =P

Monday, December 12, 2005

editando meu profile do orkut:

programas de tv:

hmmm... seriados brasileiros, americanos, mexicanos e hindus. Todos completamente idiotas. Animes tibetanos ou sauditas, ainda que os da Ilha de Galápagos tenham me surpreendido ultimamente. Atrizes expressivas ótimas, sabe? Me encanto também com os programas pseudocults produzidos na Nicarágua, na Etiópia e na Coréia do Norte pós testes atômicos. São de um complexidade digamos francesa. Amo os programas de auditório da Nova Zelândia, o Reality Show com pessoas anencefalas que fizeram transplante de face entre si e o Animal Planet falando diretamente de Marte. \o/

Adoro tooodo esse tipo de coisa que passa na tv. ¬¬

Tuesday, December 06, 2005

transplante de face?

alguém mais está em pânico?

Wednesday, November 30, 2005

Oi Rodrigo,

Nesta última edição foram 67 roteiros inscritos.
Parabéns por seus sucessos, tenho certeza que serão os primeiros de muitos!
Boas produções,

Hugo Moss

67... e eu fui segundo? o_O

porque mesmo eu NÃO me inscrevi no Firmo Neto?


*vertigo

Friday, November 25, 2005

Caro Rodrigo,

É um prazer anunciar que seu roteiro "A MAÇÃ NUA" foi selecionado em Segundo lugar no Concurso Roteirista.com. Os resultados já estão anunciados no site e estarei enviando em breve um circular para os principais produtores e cineastas no Brasil, os convidando para conhecer seu trabalho. Espero que vá contribuir trabalhos em futuras edições, e desejo - sempre - muito SUCESSO!

Grande abraço,

Hugo Moss

Monday, November 21, 2005

eu nasci pra ganhar na sena.

Friday, November 18, 2005

eu só preciso de um diálogo simulado pra por o ponto final.

como seria o diálogo entre três garotos de 14/15 anos no comecinho da década de 60 discutindo sobre sexo?

muito difícil =/

Thursday, November 17, 2005

"Gerência Técnica, Bom dia"

quando você atende o telefone da sua própria casa assim, quer dizer que chegou o momento de trocar de estágio.

Friday, November 11, 2005

ontem foi aniversário da minha sobrinha mais nova.
ela completou cinco anos.

ela deu o primeira pedaço do bolo pra mim e eu fiquei todo encabulado.

=~~~~

amo. amo. amo.

Thursday, November 10, 2005

*fofoca*

- hmmm... acho possível.
- Eu acho ótimo.
- acho LÓ-GI-CO néam?

Tuesday, November 08, 2005

entrei num estado entre o delírio e o sonho e um tico de realidade sem consumir nada lícito ou ilícito. provavelmente dormi e acordei mais de trinta vezes em menos de uma hora durante uma viagem de ônibus. eu fiquei dopado.

Monday, November 07, 2005

tem algo mais engajado ou pseudo-engajado se preferirem, do que uma ONG abrir uma loja chamada 'Ética'?

Thursday, November 03, 2005

e acabei de notar que ela tem cara de periquito.

o passarinho, o passarinho.
daí chega uma loira escrota na minha sala no trabalho e senta na mesa e fica lá na dela preenchendo um questionário idiota. vez ou outra eu perco meu tempo olhando pra ver se ela tah fazendo tudo direitinho e se comportando bem. claro que é mentira, eu olhava pra ver se ela não tava me xeretando aqui no computador. msn, orkut, email, blog, fotolog. essas coisas. ela termina o dever de casa, entrega e volta ao seu lugar esperando o acompanhamento da minha chefa. claro que ela manteve as mãos sobre a perna naquela típica pose jeca e tb tentou ser simpática dando sorrisos qd desviava meu olhar em sua direção. minha chefa saiu da sala e o silêncio se instaurou.

é nesse momento que a loira escrota se destaca. ela começa a sussurrar algo. e gemer de dor. o_O claro que eu fico com medo e olho desconfiado até que finalmente ela fala:

- ei, ei, ei... tu quer um pouquinho de dor de tendinite?

eu abro um sorriso amarelo e me volto pro computador em pânico.

- é que eu já quebrei o braço três vezes... e agora tah no ombro, sabe como é né?

eu fico pensando o que deu nela pra começar a ser tão nonsense do nada.

- ai que dor nas costasssss... e aquele cara que veio aqui? com certeza tah enrolando a mulher. nunca vi ficar noivo por dois anos...

minha chefa volta e o silêncio se reinstaura.

que modo estranho que as pessoas tem de se comunicar...

Monday, October 31, 2005

eu consigo tornar o simples ato de tirar gelo de uma caçamba numa poesia-eufórica-trash-maníaca-obssessiva.

só digo uma coisa: eu tenho medo.

Thursday, October 27, 2005

- Acho que Rodrigo é meio gay.
- Não, não. Esse jeito dele é só porque ele usa muitas drogas.

que espécie de díálogos as pessoas tem sobre mim?

Monday, October 24, 2005

e chega minha sobrinha de 5 anos para mim...

- tio, tu votou no um ou no dois?

- ... (abri um sorriso e fiquei calado. eu nunca respondo a essa pergunta) e vc, marília, votou no um ou no dois?

- eu votei no um.

- e o um é o que?

- não.

- porque votasse não?

- porque eu tenho um direito, tio.

...e que puta vontade de chorar que me deu.
eu tow cansado desse papo de proibir.

Friday, October 21, 2005

f
fa
fen
fin
font
funts
fults
folt
fil
fel
fa
f

meus sonhos são mais ou menos assim. um pouco mais nonsense, talvez.
Jealous Guy
John Lennon

I was dreaming of a past

And my heart was beating fast
I began to lose control
I began to lose control

I didn't mean to hurt
I'm sorry that i made you cry
I didn't mean to hurt you
I'm just a jealous guy

I was feeling inscure
You might not love me anymore
I was shivering inside
I was shivering inside

I was trying to catch your eyes
Thought that you was trying to hide
I was swallowing my pain
I was swallowing my pain
não tem nada mais sem futuro do que ser estagiário.

Thursday, October 20, 2005

- Você tem um calendário aí na carteira?
- Pra que você precisa de um calendário, se todos os seus dias são iguais?
"Uau, cara, tanta coisa pra fazer, tanta coisa pra escrever! Como ao menos começar a pôr tudo isso no papel sem desvios repressivos, sem se enrolar todo nessas inibições literárias e temores gramaticais."

On the road, Jack Kerouac

Wednesday, October 05, 2005

"...seu roteiro (A maçã nua) ficou com a 1ª classificação, seguido do projeto..."

e agora, José?
e na sua despedida falou com todos.

mas sempre depois de um beijo e antes do próximo abraço trocava olhos com alguém no fundo.

e eram desses olhares que ela sentiria mais falta.

Wednesday, September 28, 2005

Há cerca de um ano eu escrevi...

Preciso cortar o cabelo e criar o costume de corta-lo em intervalos de tempo menores; preciso fazer a barba ou apenas aprender a apará-la o bastante quanto quero, o bastante quanto tento e nunca consigo – eu gosto do ar ralo de meus pêlos, dessa tal mistura de inocência e sujeira bem vestida em minha face. Preciso pegar a minha carteira de reservista do exército o quão antes puder, fazer um novo passe fácil o quão antes puder e passar menos horas na internet sem fazer absolutamente nada. Preciso ir num dentista, num dermatologista, num endocrinologista. Preciso me matricular na academia e tentar manter o ritmo por alguns meses – algumas semanas, alguns dias, alguns números. Preciso engordar só um pouquinho e diminuir a masturbação intensiva; preciso abandonar a neurose da balança e ter mais vigor no decorrer de meus dias.

Preciso ler mais e mais e ainda mais rápido. Preciso comprar (ou ganhar =P) uma gaita (e/ou uma flauta), aprender a toca-las e tentar não desistir em uma semana – afinal quem nunca quis sair pululando no meio da grama abraçado aos seus próprios chiados? Preciso ver alguns filmes para a cadeira de cinema, comandada pela noiva de Tarantino e ver também uns outros filmes só para mim. Para todos nós. Preciso ter prontas sobre minhas mãos antes do Natal, as camisas de ‘Lain’ e o sorriso irônico de Jim Morrison. Preciso ir à feirinha da Bom Jesus e espero realmente que os trapezistas de linhas, ainda estejam presos no pequeno varal. Preciso deixar de ser refém do que escrevo, do que sonho nas noites loucas e do que penso sem ninguém saber. Preciso não me preocupar tanto com o que eu bebo, com o que fumo ou com o que beijo. E preciso mandar mais pessoas a merda, deliciosamente.

Preciso prestar mais atenção nas aulas da universidade, tentar ser um pouco mais responsável e me dedicar ao espanhol – e não estou decidido, se estou à procura de um estágio. Preciso estimular meu charme, ainda que eu não saiba bem qual seja – talvez eu ainda precise descobri-lo. Ou não. Preciso comer mais frutas pela manhã e pela noite, tomar mais água o dia inteiro e dormir bem menos horas do que o habitual. Preciso deixar de ser tão preguiçoso e isso é sério. Muito sério. Preciso variar mais os meus dias, me libertar de uns típicos estigmas e colocar os sempre velhos discos novos para tocar. Na verdade, eu preciso pegar uns ônibus errados de vez em quando e me perder achando tudo muito lindo. Talvez eu precise apenas dos sorrisos não falsos e dos abraços mais fortes. Eu preciso das pessoas, das árvores que sempre estiveram por lá. Eu preciso das histórias bonitas e eu preciso começar.E realmente, pedras são ótimas.

...e um ano depois...

Eu novamente preciso cortar o cabelo, mas já não ligo tanto de corta-lo em intervalos cada vez menores. Finalmente me acostumei com toda essa bagunça sobre a minha cabeça. A minha barba anda muito mais arrumada que o de costume ainda que eu continue a gostar do ar ralo de meus pêlos, dessa tal mistura de inocência e sujeira bem vestida em minha face. Eu peguei minha carteira de reservista, esperei horas numa manhã chuvosa e jurei a bandeira tentando não rir. Fiz um novo passe-fácil e ando usando ele bastante ainda que agora eu tenha um carro. Mas não se enganem, meu cartão de crédito está estourado e a gasolina é muito cara. Fazia tempo que não vivia a efervescência excêntrica do centro dessa cidade. Sim, eu estava com saudade. E eu odeio essas rimas de terceira e que passam despercebidas. Não à mim. Há um ano eu precisava passar menos tempo na internet sem fazer absolutamente nada. Hoje preciso voltar a esse vício. Estou há três meses sem internet em casa e morrendo por isso. Eu fui ao dentista, mas não ao dermatologista, nem ao endocrinologista. Também não vou mais. Ainda preciso me matricular na academia e tentar manter o ritmo por alguns meses – algumas semanas, alguns dias, alguns números. No começo do próximo mês, eu faço isso. Ou não pra variar. Parece sem sentindo mesmo, mas eu engordei uns seis ou sete quilos em quatro meses. Preciso engordar mais. Ao menos, a neurose da balança está controlada e a masturbação intensiva não é mais tão intensiva. Estou com mais vigor em meus dias, não há dúvida.

Provavelmente eu nunca li tanto e tão rápido e com tanto prazer. Não comprei (nem ganhei ¬¬) uma gaita (e/ou uma flauta), menos ainda aprendi a toca-las. Ou seja, nem deu pra desistir em uma semana. Um dia ainda sairei pululando no meio da grama abraçado aos seus próprios chiados. Podem anotar. Provavelmente eu nunca vi tantos filmes em tão pouco tempo e com tanto prazer. Ainda assim, preciso ir mais ao cinema. Eu me casei e me separei e vou me casar de novo com a noiva de Tarantino. Nesse meio tempo eu também namorei de verdade. Até hoje ainda me choco com isso. Não tenho prontas sobre minhas mãos, as camisas de ‘Lain’ e o sorriso irônico de Jim Morrison. Me odeio por isso. Não fui à feirinha da Bom Jesus a procura da beleza e os trapezistas de linhas já devem ter caído do pequeno varal. Eu não deixei de ser refém do que escrevo, nem dos sonhos nas noites loucas e menos ainda do que penso sem ninguém saber e nem me importo. Dane-se é a única coisa plausível que posso dizer. Não me preocupo tanto com o que eu bebo ou com o que eu fumo. Na verdade, eu acho que nunca me preocupei muito. Por outro lado, preciso me vigiar mais em relação ao que eu beijo. Acho que radicalizei mais do que devia nesse meio tempo. E nada é mais saudável do que mandar certas pessoas à merda, deliciosamente.

Eu até prestei atenção nas aulas da universidade, mas minha freqüência não foi lá das melhores. Estou sendo mais responsável ainda que minha mãe e meio mundo diga o contrário. Até mesmo eu. Larguei o espanhol por falta de dinheiro, mas não desisti dos meus planos na Espanha. Eu não estava decidido se estava a procura de um estágio. Na dúvida, encontrei um. E vou pro Rio de Janeiro por causa disso. \o/ Eu dizia que precisava estimular meu charme, ainda que eu não soubesse bem qual era – dizia que talvez eu ainda precisasse descobri-lo. Ou não. Eu digo hoje ‘Ou não mesmo’. Eu continuo precisando comer mais frutas pela manhã e pela noite, mas tenho tomado muita água o dia inteiro e dormido bem menos horas do que o habitual. E não sei se isso me fez bem. Deixei de ser tão preguiçoso mas não por opção. E não deixei tanto assim, na verdade. Continuo precisando variar mais os meus dias, me libertar de uns típicos estigmas e colocar os sempre velhos discos novos para tocar. Acho que sempre vou precisar desse último. Eu até tenho entrado em uns ônibus errados de vez em quando e me perdido achando tudo muito lindo. Eu tenho comigo os sorrisos não falsos e os abraços mais fortes. Eu ainda preciso das pessoas e das árvores que sempre estiveram por lá. Eu sempre precisarei das histórias bonitas e eu novamente preciso começar.

E realmente, as pedras são as mesmas.

Thursday, September 22, 2005

digo logo que quem montou, montou errado.
eu queria viver de música, filmes, livros e amigos.
eu viveria bem, eu acho.

tinha que ter vento também.
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20

vou fazer 21 anos em abril próximo e só agora me dei conta disso. =/

um gravador de sonhos.
um gravador de pensamentos.
e um chá de memória.


tá bom, pode ter cogumelos também.

Wednesday, September 14, 2005

ale-egria... e o resto a gente fu-u-uma.
e que tal se perder numa cidade onde não se conhece absolutamente nada?

e de noite,
na chuva,
e com cinco pessoas chapadas dentro do carro?

\o/

Wednesday, August 31, 2005

pedir dinheiro em sinal é uma experiência única e altamente lucrativa.

Friday, August 26, 2005

nada como sonhos que se enlaçam em pesadelos antes de descobrirem a si mesmos.

20:30 - vou dormir

primeiro um assalto muito violento em baixo de um viaduto, depois tentar dirigir num completo escuro ouvindo os gemidos de uma pessoa a beira da morte, em seguida ter de deixar amigos numa guerra urbana para levar outros a algum lugar em paz.

03:27 - acordo péssimo e durmo novamente.

em meio a fuga desesperada, encontramos os esqueletos de piratas do caribe. Eles nos atacaram e do nada, eu me tornei o herói da história, deixando de ser um covarde qualquer. Claro que a partir disso não levei meu sonho mais a sério.

06:00 - acordo super disposto, jurando que sou o Capitão Jack Sparrow.

ai ai.
eu sou tão patético =]

Tuesday, August 23, 2005

Eu nunca fui do tipo de pessoa que se preocupava muito em ser assaltado e menos ainda com o perigo constante das ruas. Sequer pensava nisso mesmo tendo consciência dos perigos. Adorava crianças de rua, sempre terminava comprando alguma coisa para elas comerem e até comia junto. Lembro que sempre ríamos bastante e nunca tive problema algum. Mas agora estou me tornando meio neurótico. Não consigo mais andar calmo no centro da cidade e depois de uma certa hora, qualquer beco escuro que antes me intrigava e seduzia, hoje torna a me assustar. Eu nunca tinha passado por isso e a sensação é péssima. Olho as crianças de rua e penso que daqui uns anos elas podem me fazer algum mal. Ás vezes fico até com raiva delas. É péssimo, péssimo. E o pior é que não consigo evitar. É triste, triste. De repente, meu coração está acelerado e fico cogitando possíveis ladrões entre as pessoas que caminham em minha volta, fico fazendo de tudo para soar anônimo num mundo onde eu sempre achei que fosse uma espécie Truman ou um personagem de um sitcom. E tudo isso pode ser explicado pelos astros. É que eu sou de áries...

... e assim, ao menos, o filme nunca perde o charme.

Thursday, July 14, 2005

...e quem foi que inventou o travesseiro? =]

Thursday, July 07, 2005

5 fitas, 5 dias, 5 reais

  • Alice No País das Maravilhas [Alice in Wonderland, EUA, 1951 - Clyde Geronimi]
  • Aqui Entre Nós [L’Homme Est Une Femme Comme Les Autres, FRA, 1998 - Jean Jacques Zilbermann]
  • Tão Longe, Tão Perto [Faraway, So Close! / In weiter Ferne, so nah!, ALE, 1993 - Wim Wenders]
  • Terra Estrangeira [Terra Estrangeira, BRA, 1996 - Walter Salles]
  • Um Corpo que Cai [Vertigo, EUA, 1958 - Alfred Hitchcock]

Tuesday, July 05, 2005

PERSONAGEM 1
A intensidade é uma doce ilusão, meu amigo. A profundeza não.

PERSONAGEM 2
Eu sempre me questiono se uma amizade se faz pelos anos passados ou pelos últimos dez minutos de briga. E eu nunca sei a resposta.

PERSONAGEM 3
Provavelmente a gente se força a crer nos anos, ainda que esteja sob o destino dos minutos.
Uma vez e não faz tanto tempo, me falaram que eu levava a vida meio que na brincadeira. Que eu estava sempre sorrindo, fazendo dos meus piores dramas, as melhores piadas. Que eu caía na noite, levando rente ao meu corpo todo um ar de leveza, de diversão. É como se a minha vida fosse um filme ou uma facção de milhares de filmes interligados e sobrepostos. E ainda assim, é como se ela fosse outra coisa completamente diferente. Não sei direito se isso é bom ou ruim. É algo que me faz bem em certas horas, é algo até bastante natural e ao mesmo tempo é algo que está fora do meu controle para com as pessoas em minha volta. Muitas não entendem de fato. Mas não tenho culpa se chego na faculdade, olho para cima e fico admirando um pássaro qualquer, enquanto todos os outros estão preocupados porque perderam a chamada. Mas não se enganem, eu também me preocupo. Não o tempo todo, mas eu me preocupo. Só não corro aos mil ventos gritando isso, nem coloco em nicks de msn, menos ainda publico num fotolog com uma lágrima fake escorrendo do meu rosto. Provavelmente são poucas pessoas que conseguem enxergar todos os meus lados, todas as minhas possibilidades. Pelo bem ou pelo mal delas. E cada caminho díspar desse se esboça tão perfeitamente quanto os outros. Não costumo escolher entre um ou o outro, eu termino correndo por entre todos.
...
Uma vez e já fazem alguns anos, me falaram que um dia eu me cansaria dos detalhes, que meus olhos iam se tornar dormentes. Os pássaros já não seriam notados e as piadas se tornariam raras. Me falaram que a brincadeira chegaria ao fim e que a noite logo perderia sua graça. É como se alguém entrasse na sala de projeção e acendesse as luzes no meio do filme. Ás vezes eu penso quando isso vai acontecer, penso que eu deveria estar preparado para, mas não estou de fato. E se a lâmpada já está ligada, sem dúvida, estou tampando meus olhos com as mãos, a espera da próxima seqüência de imagens. Ou posso estar dormindo, as projetando em meus sonhos. O tempo passa, as pessoas mudam. E não há frase nesse texto que seja mais redundante. O tempo passa e o mundo nos sobrecarrega de menos tempo a todo o momento. São os amigos que quase não se vêem ou os namoros que não se sustentam pela distância. E é incrível a dualidade de certas coisas. Eu tava lendo uma carta antiga que tinha aqui, que eu devo ter mandado pra um amigo há uns três anos atrás e vi o quanto ainda somos os mesmos por trás dessa maquiagem pesada. E o quanto estamos diferentes mesmo sem máscara alguma. Parece contraditório, mas aos meus olhos de criança fazem um estranho sentido. É como dizem por aí: o lado direito do meu cérebro não está no lugar certo. =P
Estou de volta e tentando me reacostumar. =]
...e tudo começa com alguns minutos de atraso.